terça-feira, 18 de janeiro de 2011
CoMsentir
Destino (?)
Tudo tinha tudo pra dar errado. Difícil mesmo acreditar em algo que surge cheio de vírgulas, "se's", parênteses, parentes. Difícil acreditar quando tudo vem com a máscara do conselho: DESISTIR. Se desistir funcionasse não começaria com "DES".
Chegamos assim ao âmago da nossa questão, ao ápice da nossa história profundamente simples:
O que nos humaniza? O que move o ser humano? O que faz o indivíduo decidir que vai lutar?
É o que ele sente na hora de escolher entre o LUTAR, o TENTAR, o DESISTIR. É o que ele sente e é só o que ele sente. É o que não se explica. Sentimento não se traduz. Não é exato, não é físico (no máximo, somatizamos) nem comparável.
É bonito e quando forte, faz "milagre". Milagre é tornar o impossível possível. Nossa guerreira acredita.
"Nossa história vai ser linda!"
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Trecho do trecho do trecho
Nunca respondia. Sentava calada, bebia três goles de café e saía imediatamente.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Lenine é o que me interessa
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa
Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussure em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
O Dharma do Início é o Karma do Fim
Foi assim que tudo se deu. Na porta do bar onde nos conhecemos, foi lá mesmo que nos despedimos. Você virou as costas e seguiu. A cabeça baixa tenho certeza, foi delicadeza comigo. Foi por respeito à minha dor. Àquela dor que só estava começando. A dor que acabara de chegar e que não tinha pressa de partir. Se hospedou em mim e fez do meu peito, a sua morada. Como um parente "sem noção", que se aboleta no seu sofá achando que é conveniente ser inconveniente.
Eu sei das razões que te fizeram desistir. E tentei te convencer que nossa vontade em fazer dar certo, a vontade de estarmos um com o outro, eram esses os motivos que fariam nossa vida dar certo. Nosso futuro que era tão certo. Falou-se em futuro e pra quê? Se no primeiro obstáculo fraquejamos? Não existe sentido fazer o outro sofrer quando se podia evitar. E lógico, sempre podemos evitar. Podemos nos conter, mas devemos? Podemos fingir, mas conseguimos enganar e ludibriar até o fim?
Qual é a cor do fim? Não é preta não. É cinza, meio amarronzada. O fim é feito de uma cor suja. O fim é feito de resquícios da nossa própria sujeira. Da sujeira que faz mal à gente e aos outros. Porque que todo início é bom? Porque o fim fatalmente será ruim. No fim todos se fodem. [“Um dia me disseram/Que as nuvens não eram de algodão”] É verdade que para sobreviver deve-se acreditar que as coisas podem sempre ser diferentes. Podemos mensurar quantas possibilidades de interpretação existem em cada fenômeno?
Viver feliz não é pra mim!

